O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas supra renais e liberado na circulação em situações de estresse, junto com outros hormônios. Os estudos confirmam: A SECREÇÃO DO CORTISOL ESTRESSE-INDUZIDA AUMENTA a gordura abdominal.Estudos epidemiológicos confirmaram que a distribuição central da gordura é correlacionada com estados psicológicos adversos, tais como depressão ou ansiedade, ou com problemas sociais. Cientistas confirmaram (BJORNTORP E REBUFFE-SCRIVE) que a maior vulnerabilidade ao estresse aumenta a exposição do cortisol secretado nessas situações, o que causa deposição central da gordura. A GORDURA ABDOMINAL EXCESSIVA indica gordura visceral, que apresenta características diferentes da gordura periférica.
Estudos em animais, incluindo macacos geneticamente muito semelhantes aos humanos,também mostram que as tensões levam ao ganho de peso, particularmente na região abdominal, mesmo sem aumento na quantidade de alimentos ingeridos. Inúmeros dados mostram também que dormir poucas horas engorda. É que a privação está associada à diminuição dos níveis de leptina, hormônio emagrecedor. A leptina, é um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.
Trânsito, filhos, trabalho, dívidas no cartão de crédito, ansiedade, contas tudo isso causa sintomas de estresse na maioria das pessoas. Ter habilidade para lidar bem com o estresse reduz o risco de desenvolver a abominável barriga. O cortisol é o responsável pela necessidade de comer muitos doces depois de uma situação estressante como, por exemplo, ficar uma hora parado no engarrafamento, ou quando ficamos muito tempo sem comer.
Passado o sufoco, o cortisol “pede” fontes de energia rapidamente disponíveis como macarronada, barras de chocolate, potes de sorvete e outras guloseimas repletas de gorduras e carboidratos. O chamado hormônio do estresse provoca acúmulo de gordura do tipo mais perigoso, o que se concentra na barriga, entre as vísceras, aumentando o risco de hipertensão, diabetes, infarto e derrames. O estado de estresse prolongado pode levar a resistência à insulina (pré-diabético), diminuição da libido e até infertilidade. O distúrbio pode causar também impacto no colesterol, na pressão arterial e no aumento dos triglicérides.
Muitos fatores além do cortisol influenciam a gordura central,tais como os hormônios sexuais e o estilo de vida. O fumo, bebidas alcoólicas e falta de exercícios,falta de
descanso.
O círculo vicioso em que o estresse e o aumento de peso alimentam um ao outro sem parar pode diminuir com o relaxamento. ” Quando o corpo relaxa, os genes que fazem engordar são desativados e, por outro lado, aqueles que propiciam o emagrecimento são ativados. Assim o metabolismo é estimulado, a queima de gordura aumenta e há maior perda de peso”, diz o endocrinologista e professor de medicina da USP, Alfredo Halpern.
Melhorar a qualidade de vida também ajuda a controlar a liberação de cortisol como a prática de exercícios físicos aeróbicos e com peso que liberam endorfinas (inibidoras da atuação do cortisol); comer após acordar e depois da atividade física; dormir bem porque durante o sono profundo o cortisol está no seu nível mais baixo, e o hormônio do crescimento (HGH) está no seu nível mais alto. Outra medida é reduzir o consumo de cafeína a 2 ou 3 copos de café por dia
Psychosomatic Medicine 62:623-632(2000)
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